5 Dicas sobre regência verbal

Você provavelmente já ouviu falar a respeito de regência verbal e regência nominal no decorrer dos seus estudos de sintaxe da língua portuguesa. Mas sabe a que esses dois termos se referem? Para entender melhor, continue lendo, pois iremos explicar os conceitos e ainda listar 5 dicas importantes a respeito de regência verbal. 

Regência Verbal e Regência Nominal

Regência é um substantivo abstrato derivado do verbo reger. Trata-se de um verbo equivalente a governar, comandar ou dirigir. Sendo assim, regência indica um tipo de comando, direção e governo. No contexto gramatical, o termo regência possui sentido amplo e restrito.

Em sentido amplo, regência indica subordinação em geral, confira um exemplo abaixo:

“Lucas trabalha muito.”

No exemplo acima temos o advérbio “muito” subordinado ao verbo trabalhar. Logo, “muito” cumpre a função de intensificar o sentido do verbo a que está associado. 

Em sentido restrito, a regência se refere à necessidade ou não de complemento para o verbo conforme a significação de nomes (substantivos, adjetivos ou advérbios) e verbos. A partir dessas explicações, pudemos entender o que é regência verbal e o que é regência nominal. 

Complemento: necessidade ou desnecessidade

No tópico anterior mencionamos que pode haver ou não a necessidade de complementação. Agora iremos aprofundar mais esse tema para que fique mais claro qual é o conceito de regência.

Imagine que você ouve a seguinte frase fora de contexto: “Cláudia trouxe.”. Com certeza você irá perguntar: “Cláudia trouxe o que?”. 

Ela pode ter trazido um bolo, um jogo, uma pizza, um amigo, seu pet, enfim, qualquer coisa. Isso nos permite entender que o verbo “trazer” demanda um complemento para que possa ser compreendido. Quando o verbo precisa de um complemento, temos então a regência verbal.

Se o complemento é demandando por um nome, temos a regência nominal. Por exemplo: “O mecânico ficou impressionado com algo”. O adjetivo precisou de um complemento nominal nesse exemplo. Não é tão complicado entender o conceito de regência, não é mesmo? 

Dicas sobre regência verbal

Ao longo do artigo explicamos os conceitos de regência verbal e nominal. A partir de agora, listaremos 5 dicas essenciais de regência verbal. Com essas dicas, você poderá esclarecer as principais dúvidas a respeito desse tópico tão relevante da língua portuguesa. 

Dica 1: “A” indicando preferência 

Uma dúvida pertinente no tocante à regência verbal é em relação a frases que indicam preferências entre duas opções. Confira os exemplos abaixo: 

“Eu prefiro drama “a” comédia.”

“Prefiro escrever “a” ler.”

“Prefiro ir ao teatro “a” ir à sua casa.”

Também existe a regência “Preferir uma coisa MAIS DO QUE outra”. Confira o exemplo:

“Prefiro mais a aquarela do que o guache.” 

Dica 2: Verbo “ir” + preposição + substantivo feminino

O verbo “ir” necessita do uso de preposição. Nas frases em que o verbo é seguido por substantivos femininos é preciso usar “a”. É importante dizer que nesses casos os substantivos femininos são ligados no artigo “a” como nos exemplos abaixo: 

“Quero ir à cidade.”

“Quero ir à patinação.”

“Quero ir à sala de estar.”

Importante!

Fique atento que os verbos “chegar” e “ir” devem ser introduzidos pela preposição “a” e não pela preposição “em”. Na linguagem popular, é habitual usar “em” para esses verbos, porém, na norma culta está errado. Confira exemplos:

“Cheguei a Belo Horizonte.”

“Vou ao dentista.”

Por sua vez, os verbos “morar” e “residir” são normalmente introduzidos pela preposição “em”. Confira os exemplos: 

“Ela mora em São Paulo.”

“Valéria reside em Santa Catarina.”

Dica 3: Verbo “assistir” (sentido de ver)

O verbo assistir pode ser empregado no sentido de auxílio ou de ver alguma coisa. No segundo sentido, demanda o uso da preposição “a”. Confira os exemplos abaixo: 

“Eu assisto “à” série.”

“Eu assisti “ao” documentário.” 

Dica 4: Verbo “aspirar” (sentido de inalar)

Quando o verbo “aspirar” é empregado com o sentido de inalar, não precisa da adição de preposição. Confira o exemplo: 

“Eu aspiro o perfume das roupas.”

Importante!

O verbo “namorar” também não necessita do uso de preposição. Confira o exemplo abaixo: 

“Fátima namora Jonas.”

Dica 5: Verbo “aspirar” (no sentido de desejar)

Quando o verbo “aspirar” é usado no sentido de desejar, demanda o uso da preposição “a”. Confira o exemplo: 

“Eu aspira “a” uma promoção na empresa.”

Importante!

O verbo “visar” também possui duas regências. Nos casos em que “visar” possui o sentido de mirar, demanda o uso de preposição, confira o exemplo: 

“Correu visando a linha de chegada.”

Nos casos em que “visar” tem o sentido de dar visto, não demanda o uso da preposição como no exemplo: 

“Visaram os documentos.”

Dica extra: Verbos “simpatizar” e “antipatizar”

Os dois verbos demandam o uso da preposição “com”. Confira os exemplos abaixo: 

“Simpatizo com Laura.”

“Antipatizo com o síndico.”

Por não serem verbos pronominais quando empregados em construções acompanhadas por pronomes oblíquos, considera-se que as estruturas estão erradas. Confira os exemplos a seguir: 

“Simpatizo-me com Laura.”

“Antipatizo-me com o síndico.” 

Com essas dicas você vai se dar muito bem nas questões de regência verbal! 

 

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