Tipos de sujeito e predicado

Conhecer os tipos de sujeito e predicado é bastante importante para compreender a estrutura das orações. Esses são termos essenciais da oração e, por isso, identificá-los corretamente é primordial para entender a estrutura e significado dos enunciados. Continue lendo para entender melhor sobre o tema.

Tipos de sujeito e predicado

A seguir iremos explicar mais detalhadamente quais são os tipos de sujeito e predicado. Contudo, antes de chegarmos a essa etapa, é importante conceituar sujeito e predicado.

Sujeito

Trata-se do termo da oração que funciona como suporte para uma afirmação feita pelo predicado.

Predicado

Consiste no termo da oração que projeta alguma afirmação a respeito do sujeito a partir de um verbo.

Para que fiquem mais claro esses conceitos, confira o exemplo abaixo:

O pequeno gato aninhou-se no novo colo com alegria.

  • Sujeito dessa oração: “O pequeno gato”
  • Predicado dessa oração: “aninhou-se no novo colo com alegria”.

Dicas para localizar o sujeito

Tem dúvidas de como localizar o sujeito em uma oração? Então confira as dicas que listamos abaixo.

Concordância

Observe a concordância, pois o verbo está sempre na mesma pessoa e número do sujeito.

Posição

Geralmente o sujeito precede o verbo. Mesmo nos casos em que vem depois, pode ser anteposto de forma natural ao verbo.

Permutação

Nos casos em que o núcleo do sujeito é um substantivo, pode ser permutado por pronomes como ela, ele, elas, eles.

Conheça os tipos de sujeito

Continue lendo e conheça mais sobre os tipos de sujeito.

Sujeito determinado

Para identificar esse tipo de sujeito verifique se a terminação do verbo e o contexto possibilitam:

Reconhecimento de um elemento a que o predicado se refere;

Indicação de quem é esse elemento.

Confira o exemplo abaixo:

“A vizinha levou meu gato.”

Nesse caso, o sujeito é “a vizinha”.

Subclassificação do sujeito determinado

É possível, ainda, adotar uma subclassificação do sujeito determinado.

Sujeito determinado simples

É aquele que tem somente um núcleo.

Exemplo:

“A sogra levantou-se sorridente.”

O sujeito dessa frase é “a sogra”.

Sujeito determinado composto

É o sujeito que possui mais de um núcleo.

Exemplo:

“Hambúrguer e batata frita não saem do cardápio.”

Nesse caso, os sujeitos da frase são “hambúrguer e batata frita”. 

Em alguns casos, o sujeito determinado pode não aparecer explícito na oração. Dessa maneira, a classificação pode ser:

  • Sujeito elíptico;
  • Sujeito oculto;
  • Sujeito determinado implícito na desinência verbal.

Exemplo:

“Vou ao mercado às dez da manhã.”

Nesse caso, temos como sujeito “eu”, configura-se como sujeito determinado implícito na desinência verbal.

Sujeito indeterminado

Para identificar um sujeito indeterminado, observe se a terminação do verbo e o contexto possibilitam reconhecer que:

  • Há um elemento a que o predicado se refere;
  • Não tem como identificar quem é.

Exemplo:

“Chegaram em casa tarde demais.”

Existem duas formas de indeterminar o sujeito:

Verbo na terceira pessoa do plural

O verbo na terceira pessoa do plural não se refere a nenhum antecedente.

Exemplo:

“Dizem mentiras sobre você.”

Justaposição do pronome se ao verbo

Nesse caso, se cria o índice de indeterminação do sujeito pela justaposição do pronome “se” ao verbo na terceira pessoa do singular.

Exemplo:

“Precisa-se de porteiro.”

Atenção! – Nos casos em que o verbo está na terceira pessoa do plural e faz referência a elementos anteriores, a classificação é de sujeito determinado.

Exemplo:

“Seus amigos não te respeitam. Dizem mentiras sobre você.”

Importante: não confunda a classificação do sujeito em frases que são aparentemente equivalentes, para que fique mais claro, confira os exemplos abaixo:

“Discutiu-se o tema.”

“Discordou-se do tema.”

No primeiro caso, o sujeito é determinado. No segundo, exemplo é indeterminado.

Para entender a diferença entre um caso e outro é necessário levar em consideração que o pronome pode funcionar como:

Partícula apassivadora

Nesse caso sempre existe na frase um sujeito determinado.

Índice de indeterminação do sujeito

Nessa situação o sujeito é indeterminado.

Se: como partícula apassivadora

Nos casos em que o pronome se se comporta como partícula apassivadora, se dá a seguinte estrutura:

  • Verbo na terceira pessoal (plural e singular);
  • Pronome “se”;
  • Substantivo ou palavra que seja equivalente sem ser precedido de preposição;
  • Permite a transformação na voz passiva com o verbo ser (uso de voz passiva analítica).
  • É possível a transformação na voz passiva com o verbo ser (voz passiva analítica).

“Contou-se a história.”

  • Verbo na terceira pessoa: “Contou”;
  • Pronome: “se”;
  • Substantivo sem preposição: “a história”.

Conversão na voz passiva

A transformação fica da seguinte forma:

“Foi contada a história”.

Voz passiva analítica (com o verbo ser): “Foi contada”.

A análise da frase “Contou-se a história” fica da seguinte forma:

  • Voz passiva sintética ou pronominal: “Contou”.
  • Partícula apassivadora: “se”.
  • Sujeito determinado simples: “a história”.
  • Se: como índice de indeterminação do sujeito

Situação que se apresenta quando o pronome “se” atua como índice de indeterminação do sujeito. Assim, a estrutura fica da seguinte forma:

  • Verbo na terceira pessoa do singular;
  • Se (pronome);
  • Não tem substantivo sem preposição que pode ser apontado como sujeito do verbo quando na voz passiva analítica.

Exemplo:

“Falou-se da história.”

  • Verbo na terceira pessoa do singular: “Falou”;
  • Pronome: “se”;
  • Substantivo com preposição: “da história”.

Conversão na voz passiva

Não é possível transformar em voz passiva analítica. A frase poderá ser analisada da seguinte forma então:

“Falou-se da história.”

  • Sujeito indeterminado;
  • Verbo na voz ativa: “Falou”;
  • Índice de indeterminação do sujeito: “se”;
  • Objeto: “da história”.

Sujeito inexistente

Essa classificação de sujeito se dá quando não há um elemento a que o predicado esteja se referindo.

“Choveu durante a noite.”

O verbo que não possui sujeito recebe o nome de impessoal. Os verbos impessoais mais comuns são os seguintes:

Haver: com o sentido de existir, acontecer e indicando tempo passado.

Exemplo: “Houve muitos elogios.”

Fazer: indicando tempo passado e fenômenos da natureza.

Exemplo: “Faz uma semana que os perdi.”

Ser: como indicação de tempo e distância.

Exemplo: “É hoje.”

Todos os verbos referentes a fenômenos da natureza

Exemplo:

“Nevou durante a tarde.”

“Choveu durante o dia.”

Agora você conhece os tipos de sujeito e predicado! Para conferir mais conteúdos de língua portuguesa, navegue pelos posts do blog do Hexag!

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