Quais foram as Escolas Literárias no Brasil?

Ao longo do tempo é possível identificar certas tendências na literatura mundial. Então, como uma forma de facilitar as pesquisas dessa área, as obras começaram a ser classificadas em escolas, que são os movimentos de cada época. No artigo de hoje falaremos sobre as Escolas Literárias no Brasil, suas características e principais autores. Continue lendo e saiba mais!

Escolas Literárias no Brasil – Saiba quais são

As Escolas Literárias no Brasil são divididas em duas eras diferentes, que são: Era Colonial e Era Nacional. Cada uma representa o momento do país, o que pode ser percebido através das características das obras publicadas em cada época.

Veja quais escolas fazem parte de cada uma delas.

Escolas Literárias da Era Colonial

Nos primeiros séculos após o descobrimento, a influência europeia na literatura brasileira era nítida, observe.

Quinhentismo – 1500 a 1601

As Escolas Literárias no Brasil começam com o Quinhentismo, que recebeu esse nome por causa da época. Foi em 1500, ano do descobrimento do nosso país, que se teve as primeiras manifestações literárias por aqui, que tinham caráter informativo e pedagógico. Contudo, a influência europeia era bastante forte, já que muitas dessas primeiras publicações não foram escritas por brasileiros e sim europeus que vieram para cá.

Principais obras: Carta de Pero Vaz de Caminha a el-rei D. Manuel – Pero Vaz de Caminha; Arte de Gramática da Língua mais Usada na Costa do Brasil – José de Anchieta.

Barroco – 1601 a 1768

As características mais fortes do barroco são o exagero, que, na literatura, era marcado pela linguagem rebuscada, pelo culto ao contraste (misturando o divino e o humano), o conceptismo (jogo de ideias), o cultismo (jogo de palavras), o feísmo (uso de imagens tidas como desagradáveis), entre outros aspectos.

Principais obras: Triste Bahia – Gregório de Matos; Música do Parnaso – Botelho de Oliveira.

Arcadismo – 1768 a 1808

Diferentemente do Barroco, o Arcadismo trouxe simplicidade e exaltação da natureza para as obras. Isso pode ser notado tanto na escrita quanto nos temas abordados pelos autores. Seu nome é uma referência a uma região de campo na Grécia antiga chamada Arcádia, que era uma inspiração para os poetas.

Principais obras: Caramuru – Santa Rita Durão; Marília de Dirceu – Tomás Antônio Gonzaga.

Escolas Literárias da Era Nacional

Depois de mais de três séculos, a literatura brasileira começa a demonstrar a sua autonomia. É válido mencionar que, na Era Nacional, o Brasil já havia se tornado independente de Portugal.

Romantismo – 1836 a 1881

O Romantismo teve três fases e cada uma tem suas próprias características, veja:

1ª Fase do Romantismo – Também chamada de indianista, é marcada pela exaltação do índio e pelo nacionalismo. Obra de destaque: Canção do Exílio – Gonçalves Dias.

2ª Fase do Romantismo – Na segunda fase, o Romantismo se tornou mais sentimentalista, o que levou ao egocentrismo e pessimismo. Obra de destaque: Lira dos Vinte Anos – Álvares de Azevedo.

3ª Fase do Romantismo – Marcada pela liberdade, a Terceira Fase do Romantismo abordou temas de cunho social, como a escravidão, por exemplo. O amor deixou de ser abordado com idealização e ganhou um viés mais real. Obra de destaque: O Navio Negreiro – Castro Alves.

Realismo, Naturalismo e Parnasianismo – 1881 a 1893

Realismo, Naturalismo e Parnasianismo foram três movimentos que se entrelaçaram. O primeiro tinha como principais marcas a objetividade e a temática social; O segundo, uma linguagem simples bastante próxima à usada coloquialmente na época; O terceiro, o culto à forma e a arte pela arte.

Principais obras: Realismo: Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis; Naturalismo: O Mulato – Aluísio de Azevedo; Parnasianismo: Tratado de Versificação – Olavo Bilac.

Simbolismo – 1893 a 1910

Surgido como uma oposição ao Realismo e ao Naturalismo, o Simbolismo era movido por ideais românticos e tinha como características bastante fortes o misticismo, o subjetivismo e a espiritualidade.

Principais obras: Kyriale – Alphonsus de Guimarães; Eu – Augusto dos Anjos.

Pré-modernismo – 1910 a 1922

Período de transição que apresentou traços de movimentos anteriores, como naturalismo, simbolismo, realismo e parnasianismo. Foi uma fase de rompimento com o academicismo, o que pode ser percebido através dos personagens, que tinham a marginalidade como uma característica forte.

Principais obras: Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto; Os Sertões – Euclides da Cunha.

Modernismo – 1922 a 1950

O Modernismo teve três fases: a primeira foi marcada pelo radicalismo e por uma renovação na estética; A segunda por contar com temas nacionalistas; A terceira por conta das experimentações artísticas e pela inovação na linguagem.

Principais obras: 1ª fase: Libertinagem – Manuel Bandeira; 2ª fase: Vidas Secas – Graciliano Ramos; 3ª fase: A Legião Estrangeira – Clarice Lispector.

Pós-modernismo – 1950 até os dias atuais

Período que se iniciou poucos anos após o fim da Segunda Guerra Mundial e se estende até os dias atuais. É marcado pela liberdade artística, espontaneidade, grande variedade de estilos e tendências.

Principais obras: Auto da Compadecida – Ariano Suassuna; Agora é que são Elas – Paulo Leminski.

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