O que se faz na Academia Brasileira de Letras?

Você já se perguntou o que se faz na Academia Brasileira de Letras (ABL)? Se sim, saiba que veio ao lugar certo, pois no artigo a seguir iremos responder a essa pergunta. Entenda o que é e como funciona essa associação ligada ao campo das Letras em nosso país. Boa leitura!

O que é a Academia Brasileira de Letras?

Essa associação foi fundada em 20 de julho de 1897, com a função de ser um ambiente em que pudessem ser realizadas trocas intelectuais. Também objetivava a realização de conferências e as publicações direcionadas da área de Letras. Trata-se ainda de uma instituição de memória que preserva acervos de vários membros que fizeram e fazem parte dela.

O primeiro presidente da ABL foi o escritor Machado de Assis. Além de ter sido eleito o primeiro presidente da ABL, também foi nomeado como “presidente perpétuo”. A sua presidência se deu entre os anos de 1897 e 1908.

A academia já foi presidida por 54 presidentes, o dono atual do cargo é o jornalista Merval Pereira que está na ABL desde 2011, ocupando a cadeira que era de Moacyr Scliar.

O que se faz na Academia Brasileira de Letras?

Essa associação foi fundada, como já citamos, em 1897, para ser um espaço de promoção das Letras. A ABL tem a função de cultivar a língua portuguesa e a literatura do Brasil. Essa instituição tem o papel de zelar pela língua portuguesa e fazer a edição do guia da grafia correta das palavras, o “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”.

Os imortais da academia têm como sua principal função promover a preservação da língua e da literatura do Brasil. Esse trabalho é realizado por meio de reuniões recorrentes em que as atividades que serão realizadas são debatidas, como oficinas, palestras e círculos literários. Os objetivos são os mesmos da época da fundação da ABL.

Como a Academia Brasileira de Letras se mantém?

A ABL é uma instituição privada cuja principal fonte de renda é o recebimento de aluguéis de um prédio situado ao lado da sua sede. Também possui uma série de aplicações financeiras.

Quem são os membros da Academia Brasileira de Letras?

A instituição é formada por 40 membros efetivos e perpétuos, os ocupantes das famosas cadeiras. Há ainda mais 20 membros estrangeiros que são os membros correspondentes. Desse grupo de efetivos é necessário que um total de pelo menos 25% resida na cidade sede da ABL. A sede atual da instituição é a cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com o estatuto da Academia Brasileira de Letras, para alguém se candidatar a uma vaga deve ser brasileiro nato e ter publicado uma obra. A publicação pode ser de qualquer gênero literário, obras que tenham mérito reconhecido ou que, se estiverem fora dos gêneros, ao menos tenham valor literário.

Eleição dos imortais da Academia Brasileira de Letras

Os imortais da associação são eleitos através de escrutínio secreto. Uma cadeira é declarada vaga quando um Acadêmico falece na Sessão da Saudade. Os interessados em ocupar a vaga têm, então, dois meses para fazer a sua candidatura para ocupar esse lugar. Essa candidatura é feita através do envio de carta ao Presidente. A eleição é realizada 70 dias após ter sido declarada vaga a cadeira.

Academia Brasileira de Letras: conheça um pouco da história

A ABL nasceu a partir da iniciativa empreendida por Lúcio de Mendonça, em 1896. As 40 cadeiras foram ocupadas por Lúcio, os outros fundadores e os outros membros.

No início, as reuniões da ABL eram realizadas em lugares improvisados devido à falta de recursos. Entre esses locais estão o antigo Ginásio Nacional, no Salão Nobre do Ministério do Interior e o salão do Real Gabinete Português de Leitura. Apenas em 1904, a ABL passou a ter um espaço próprio em um prédio governamental, a ala esquerda do Silogeu Brasileiro.

A seguir você pode conferir os membros fundadores da ABL e os respectivos números de suas cadeiras:

  • Luís Murat – 1;
  • Coelho Neto – 2;
  • Filinto de Almeida – 3;
  • Aluísio de Azevedo – 4;
  • Raimundo Correia – 5;
  • Teixeira de Melo – 6;
  • Valentim Magalhães – 7;
  • Alberto de Oliveira – 8;
  • Carlos Magalhães de Azeredo – 9;
  • Ruy Barbosa – 10;
  • Lúcio de Mendonça – 11;
  • Urbano Duarte – 12;
  • Visconde de Taunay – 13;
  • Clóvis Beviláqua – 14;
  • Olavo Bilac – 15;
  • Araripe Júnior – 16;
  • Sílvio Romero – 17;
  • José Veríssimo – 18;
  • Alcindo Guanabara – 19;
  • Salvador de Mendonça – 20;
  • José do Patrocínio – 21;
  • Medeiros e Albuquerque – 22;
  • Machado de Assis – 23;
  • Garcia Redondo – 24;
  • Franklin Dória – 25;
  • Guimarães Passos – 26;
  • Joaquim Nabuco – 27;
  • Inglês de Souza – 28;
  • Artur Azevedo – 29;
  • Pedro Rabelo – 30;
  • Guimarães Júnior – 31;
  • Carlos de Laet – 32;
  • Domício da Gama – 33;
  • Pereira da Silva – 34;
  • Rodrigo Otávio – 35;
  • Afonso Celso – 36;
  • Silva Ramos – 37;
  • Graça Aranha – 38;
  • Oliveira Lima – 39;
  • Eduardo Prado – 40.

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