O que são as Guerras interestatais?

As guerras interestatais são conflitos bélicos empreendidos entre dois ou mais Estados diferentes. Trata-se de um tipo de embate que se transformou ao longo das décadas, ganhando outros contornos.

Continue lendo para entender mais sobre como essas guerras adquiriram características distintas e em que se diferenciam das guerras intraestatais, aquelas que ocorrem dentro de um Estado.

Guerras interestatais: conceitos importantes 

Como mencionado, as guerras interestatais são aquelas que se desenrolam entre Estados distintos. O fim da Segunda Guerra Mundial levou a uma mudança considerável no panorama desses conflitos no tocante ao número de vítimas. Embora a frequência desses conflitos tenha se mantido quase a mesma, foi possível observar uma drástica redução nas baixas causadas pelos enfrentamentos bélicos.

Conflitos 

As guerras nada mais são do que conflitos ocasionados por choques de interesses ou simplesmente porque duas ou mais partes assumem posicionamentos distintos a respeito de algum tema. Um conflito é considerado como guerra quando possui magnitude e duração significativa para pelo menos duas partes. Essas partes podem ser Estados, grupos de Estados ou organizações.

O nível de violência de tais conflitos é variável, também podendo ir do status de não-violência até o status e muito violento. Conflitos latentes e manifestos costumam se encaixar nessa categoria de conflitos não violentos. Na categoria dos conflitos violentos estão crises severas e a própria guerra. 

Essa classificação é utilizada pela comunidade internacional para analisar a problemática dos conflitos. A guerra é classificada como luta armada que se dá entre dois ou mais Estados. 

Mas, o que são guerras interestatais?

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, um novo cenário de conflitos foi delineado. Embora se tenha observado a manutenção do número de conflitos interestatais, também se observou a queda do número de baixas em decorrência de tais conflitos. Embora ainda haja uma quantidade significativa, é menor o número de pessoas que perdem a vida em decorrência deles.

Por sua vez, os chamados conflitos intraestatais (que ocorrem dentro dos Estados) aumentaram consideravelmente. Em suma, as guerras interestatais são aquelas que acontecem entre dois ou mais Estados. Esse tipo de conflito se manteve constante nas últimas décadas. 

Guerras interestatais: por que os esses conflitos crescem mais?

Entre os anos de 1946 e 1989, ocorreram 718 conflitos intraestatais. No período entre os anos de 1990 e 2004, ocorreram 429. Se o ritmo do segundo período fosse igual ao do primeiro, teriam sido registrados 207 conflitos armados intraestatais e tivemos mais do que o dobro.

Trata-se de um fator que demonstra uma mudança na lógica por trás desses conflitos. Basicamente, enquanto a paz reina entre os Estados, se tem menos paz dentro das sociedades que os constituem. Existem diferentes razões que ajudam a compreender essa mudança de lógica conflituosa, a seguir explicaremos melhor. 

Redução de guerras interestatais: resolução de conflitos

Nas últimas décadas, estudos geopolíticos demonstraram que há um maior número de conflitos interestatais sendo resolvidos por meio de negociação. Isso significa que é cada vez menor o número de conflitos interestatais que evoluem para guerras ou combates armados. 

As organizações internacionais, como as Nações Unidas, a Organização dos Estados Americanos, a Comunidade Econômica e Monetária Central, entre outras, têm tido um papel imprescindível para essa redução de conflitos. 

Globalização: uma base para redução de guerras interestatais

A paz também tem sido amplamente promovida pelo aumento da interdependência entre os Estados globalizados. A tecnologia dita o ritmo da vida moderna e tem se tornado cada vez mais imprescindível para que os países se estabeleçam nesse setor. As ferramentas tecnológicas têm se tornado a base para o desenvolvimento comercial das nações.

Para que os países alcancem um bom desenvolvimento, é necessário que cooperem entre si. Quanto mais essa tendência de cooperação entre os Estados cresce no âmbito comercial, menos conflitos armados são desencadeados. Se há menos conflitos armados em curso, é natural que haja a queda do número de baixas. 

A defesa dos Estados nesse cenário

Houve uma significativa redução do número de conflitos entre os Estados, logo, se tem menos conflitos interestatais. Tal configuração tem reflexo na forma como os Estados pensam os seus sistemas de segurança em âmbitos individual e coletivo. Trata-se de um cenário que gera reflexão sobre o motivo para que sistemas de segurança ainda existam para Estados e grupos de Estados. 

O cenário atual pode nos ajudar a compreender por que ainda se mantém a produção de armas de destruição em massa. Paira no ar a possibilidade de que surjam ameaças, como o terrorismo internacional. Porém, além do terrorismo, precisamos mencionar a prolongada iminência de um conflito entre culturas diferentes. 

Alguns especialistas em guerras acreditam que é praticamente inevitável que haja um grande conflito entre as nações do Ocidente e os povos muçulmanos. Há, inclusive, a crença de que os muçulmanos poderiam se aliar aos confucionistas da China. As guerras do futuro provavelmente terão como pano de fundo a religião. Porém, ainda é necessário viver o futuro para saber quais previsões estão realmente corretas. 

As guerras interestatais são conflitos bélicos desencadeados entre dois ou mais Estados! 

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