Malala Yousafzai e a luta pela educação

Malala Yousafzai tornou-se mundialmente conhecida em 2012, quando foi baleada por talibãs pelo simples fato de ir à escola. A menina, que na época tinha apenas 15 anos, teve coragem de se posicionar contra o regime que proibia que mulheres estudassem no Paquistão.

A partir de então, Malala se tornou um símbolo da luta pelo direito à educação de jovens em diferentes partes do mundo. Continue lendo para conhecer mais sobre sua história e sua luta.

Malala Yousafzai: uma menina lutando pelo direito de estudar

Em 2012, Malala Yousafzai foi baleada na cabeça quando saía da escola. O motivo para tal violência foi o simples fato de estar frequentando uma escola. O regime talibã proibia que mulheres estudassem no Paquistão. No entanto, as balas não tiraram a vida de Malala e ainda amplificaram sua voz.

A garota percebeu que poderia usar sua história como exemplo para incentivar mais jovens a lutar pelo seu direito a educação. Em 2020, com 22 anos de idade, Malala Yousafzai se formou em filosofia, política e economia pela Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Malala e o sonho de estudar

Malala nasceu em 12 de julho de 1997, no vale do Swat, que fica no nordeste do Paquistão. A família da jovem geria escolas nessa região do país e seu pai, Ziauddin Yousafzai, fez questão que a filha tivesse a oportunidade de estudar tal qual um homem teria.

No entanto, em 2008, quando Malala tinha apenas 11 anos de idade, o Talibã tomou o controle da cidade em que ela vivia com a família. Dentre as diversas medidas proibitivas impostas pelo regime estava a de que meninas não poderiam ir à escola. Contudo, Malala não tinha a intenção de desistir de estudar.

O começo da luta de Malala pelo estudo

Alguns meses após as escolas terem sido fechadas, a ativista fez um discurso intitulado “Como o Talibã ousa tirar meu direito básico à educação?” na cidade de Peshawar, um grande centro urbano do Paquistão. A jovem também começou a escrever para blogs da BBC com o pseudônimo de Gul Makai, falando a respeito da sua vida sob o regime do Talibã.

A verdadeira identidade da autora dos relatos foi revelada e ela então passou a conceder entrevistas para emissoras de televisão e jornais. Todas as vezes, a jovem falava sobre sua luta pelo direito de estudar.  

O atentado contra Malala

No dia 9 de outubro de 2012, ela estava no ônibus escolar voltando para casa quando um homem mascarado entrou no veículo perguntando: “Quem é Malala?”. A garota foi então baleada no lado esquerdo da cabeça. Após dez dias, acordou em um hospital em Birmingham, na Inglaterra.

Foram meses de recuperação até que Malala recebesse alta. Em março de 2013, ela começou a estudar em uma escola para meninas na mesma cidade inglesa em que ficou internada. O retorno para o Paquistão aconteceu somente em 2018 para uma visita com rigorosas medidas de segurança.

Malala Fund e o Malala Day

Malala teve um ano de 2013 agitado, além de se recuperar do atentado e começar a estudar na Inglaterra, tornou-se um símbolo da luta pela educação. Uma organização para arrecadar fundos para o financiamento da educação de meninas em todo o mundo foi criada em abril desse ano com o nome de Malala Fund.

Também em abril, ela foi considerada pela revista Time como a pessoa mais influente do ano. O livro “Eu Sou Malala”, escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, foi lançado também em 2013. Ao completar 16 anos de idade, a garota discursou nas Nações Unidas em Nova York. A data recebeu o nome de “Malala Day” (Dia de Malala).

Nobel da Paz

Ao longo de sua trajetória de luta pelo direito das meninas estudarem, Malala recebeu diversos prêmios. Contudo, o maior prêmio de todos veio em 2014, quando foi agraciada com o Nobel da Paz, juntamente com Kailash Satyarthi, por seu trabalho em prol dos direitos das crianças.

Universidade de Oxford

Malala foi aprovada para estudar na Universidade de Oxford em 2017 e em 19 de junho de 2020, se formou. Contudo, a formatura precisou ser realizada à distância, já que a universidade estava fechada devido a pandemia de Covid-19. Para que o momento não fosse esquecido, a ativista enviou uma mensagem aos formandos de 2020 pelo YouTube.

Após concluir a universidade, ela diz que ainda não sabe o que quer fazer da vida. Assim como qualquer outro jovem recém-formado, está tirando um tempo para assistir filmes e séries, dormir e colocar a leitura em dia. Tudo o que a jovem Malala, que foi baleada em 2012, desejava era poder estudar e esse sonho foi realizado com louvor.

Estudar é um direito e o caminho para o futuro de qualquer jovem, por isso pessoas como Malala Yousafzai são tão importantes! Navegue pelo blog do Hexag para conferir mais conteúdos informativos como este!

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