Descubra as espécies que desapareceram pela ação da humanidade

O planeta Terra já foi o lar de diversas espécies de seres vivos no decorrer de milhões de anos. Nesse longo período, o mundo assistiu o desaparecimento de inúmeras espécies. Algumas, como os dinossauros, foram extintas em decorrência de alterações do ambiente. Contudo, há muitas espécies que tiveram sua existência eliminada pela ação do homem, isto é, não desapareceram de forma natural.

Estima-se que a Terra possui 8,7 milhões de espécies formando sua fauna e flora. Algumas investigações científicas acreditam que o ser humano já causou a extinção de um número entre um milhão e dois bilhões de espécies de vegetais, bactérias, fungos e animais. A ação do homem é capaz de acelerar o processo de extinção das espécies em até seis mil vezes.

Os cientistas observam que a Terra parece estar passando pelo que seria a sua Sexta Extinção. Contudo, diferente das anteriores, essa extinção é resultado da ação de uma única espécie: o homem. Saiba no artigo a seguir quais foram as espécies que desapareceram devido a ação humana. 

Espécies que desapareceram devido à ação do ser humano

A seguir listamos as espécies que desapareceram em decorrência da ação do homem. 

Dodô (Raphus cucullatus)

Ave de grande porte, o dodô era conhecido como um tipo de pombo gigante. O símbolo da ilha de Maurício, no Oceano Índico, essa ave tinha plumagem cinzenta e uma cabeça grande. Uma curiosidade é que o dodô aparece na obra “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, de 1865. Nesse ano a espécie já estava extinta. 

O primeiro registro de uma ave dessa espécie data do século XVI. Já o último indivíduo foi avistado em 1681. Essas aves com mais de 20 kg não tinham a capacidade de voo, mas isso não era um problema, haja vista que na ilha em que moravam não havia predadores naturais. 

A sorte dos dodôs começou a mudar quando os exploradores chegaram à ilha e descobriram que a carne desse pássaro poderia ser um alimento saboroso e fácil de conseguir.

Como não tinham predadores, eram grandes e não voavam,sendo muito fáceis de abater. Sendo caçada demasiadamente, a espécie desapareceu completamente. Outro fator dessa extinção foi a introdução de outras espécies como ratos e porcos na ilha. 

Vaca-marinha-de-steller (Hydrodamalis gigas)

Em 1741, o naturalista alemão Georg. W. Steller descobriu a existência desse mamífero. De temperamento dócil, essa espécie podia ter mais de dez metros de comprimento e pesar até dez toneladas. 

A vaca-marinha-de-steller vivia em regiões costeiras perto das Ilhas Comandante, perto da Rússia. Não demorou para que se tornasse um dos principais alvos dos caçadores de focas. Esse grande mamífero representava fartura de alimento e uma caça fácil. Em meados da década de 1770, a espécie foi declarada extinta. 

Tigre-da-Tasmânia (Thylacinus cynocephalus)

Essa espécie podia ser encontrada na Tasmânia (estado insular da Austrália), além de outras regiões continentais e na Nova Guiné. Os animais eram chamados também de lobo-da-tasmânia e considerados os maiores marsupiais do planeta. Detentores de uma bolsa abdominal, eram bastante parecidos com os cangurus. A extinção foi declarada oficialmente no ano de 1936. 

A caça intensa foi um dos principais fatores que colaboraram para a extinção da espécie, assim como a introdução de doenças na região. Uma curiosidade é que em 2021 um vídeo do último espécime de tigre-da-tasmânia vivo foi divulgado. Essas imagens foram feitas pelo naturalista David Fleay, em 1933, num zoológico. 

Auroque (Bos primigenius)

Espécie encontrada nos continentes europeu e asiático, o auroque é o ancestral do gado doméstico que conhecemos hoje. Dotado de chifres longos e com cerca de 1,80 m, era um animal forte. Caçá-lo gerava certo desafio, algo que instigou muitos caçadores que levavam seus chifres como troféus. O último indivíduo da espécie faleceu em 1627 na Polônia. 

Mamute-lanoso (Mammuthus primigenius)

Esse mamífero de grande porte foi extinto há aproximadamente 7,5 mil anos, ele viveu no período da última Era do Gelo. Nesse caso, além da ação do homem houve fatores climáticos que levaram ao desaparecimento dessa espécie.

É importante dizer que os cientistas não sabem exatamente o que levou ao desaparecimento dessa espécie. No entanto, acredita-se que o ser humano está no centro da questão.

Em 2012, um estudo publicado na revista Nature Communications levantou a possibilidade de que não foi apenas a ação humana que fez essa espécie desaparecer. As mudanças climáticas e de vegetação teriam um papel relevante. 

Espécies de flora extintas pela ação do homem 

Quando se fala sobre os prejuízos causados pela ação do homem, não podemos nos esquecer das espécies vegetais. Na conta do ser humano já consta a extinção de aproximadamente 600 espécies vegetais desde a década de 1750. Essas espécies desapareceram 500 vezes mais rápido do que aconteceria naturalmente. 

Um exemplo emblemático é o sândalo (Santalum fernandeziaum), das ilhas Juan Fernández, perto do Chile. Essa espécie foi registrada pela última vez em 1908 pelo botânico sueco Carl Skottsberg. Seu diferencial era ter madeira aromática, algo que contribuiu para que ela fosse explorada demasiadamente. 

Também podemos mencionar a extinção da Santa Helena (Nesiota elliptica), no Oceano Atlântico Sul. A primeira vez que ela foi descrita foi no século XIX. Em 2003, o último exemplar morreu em decorrência de uma infestação de cupins e infecções por fungos. 

A ação do homem impacta consideravelmente a natureza.

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