A diferença entre estalactites e estalagmites

Sexta, 26 de Fevereiro de 2021

A diferença entre estalactites e estalagmites

As estalactites e estalagmites são objetos pontiagudos dispostos horizontalmente dentro de cavernas. Quando essas formas são provenientes do teto, recebem o nome de estalactites, e quando são provenientes do chão, recebem a nomenclatura de estalagmites. Continue lendo para saber mais sobre ambas e qual é a diferença entre elas.

Estalactites e estalagmites: como se formam?

Estalactites são formações que partem do alto, enquanto estalagmites são formações que partem de baixo. Ambas são espeleotemas, ou seja, são originadas do gotejamento de água das fendas das paredes das cavernas de rocha calcária. É feito o transporte de parte do calcário nesse processo de gotejamento.

Quando entra em contato com o ar, ocorre a precipitação de um anel de calcita na base da gota. O processo continua se repetindo enquanto tiver água penetrando através da fenda. Cada nova gota origina um novo anel de calcita que se consolida no formato de cone pontiagudo, recebendo o nome de estalactite.

A estalagmite, por sua vez, resulta do gotejamento das estalactites. Os pingos provenientes das estalactites caem no fundo da gruta, apresentando a tendência de se precipitar, originando, então, as estalagmites. As últimas têm formas mais grosseiras, sendo mais redondas e menos pontiagudas. A tendência é a de que estalactites e estalagmites se unam, quando isso acontece nasceu um novo espeleotema chamado coluna.

Crescimento dos espeleotemas

Espeleotemas são estruturas originadas de rochas sedimentares quimiogênicas que surgem dentro de cavernas. O nome espeleotema é originário do grego, sendo uma combinação entre as palavras spíleo (caverna) e thema (depósito). Essa formação consiste em um processo longo e contínuo decorrente da precipitação de compostos previamente dissolvidos em água.

Para se ter uma ideia, o ritmo de crescimento varia entre 0,01 mm a 3 mm por ano. A ocorrência dos espeleotemas é mais comum em rochas carbonáticas (rochas compostas de calcário, rochas dolomíticas e rochas de mármore). O resultado depende de alguns fatores, como quantidade de água, pureza do calcário, a velocidade com a qual o gotejamento ocorre e a temperatura.

Há casos em que as estalactites seguem as frestas do teto, podendo tornar-se bem maiores. A maior estalactite já registrada no Brasil é conhecida como “Perna de Bailarina”, tem 28 metros de comprimento e está localizada na Gruta do Janelão, em Januária, Minas Gerais.

Qual a diferença entre estalactites e estalagmites?

A diferença entre estalactites e estalagmites é o fato de que as primeiras nascem a partir do teto das cavernas enquanto as últimas surgem do teto. Como já citado, as estalagmites se originam a partir do gotejamento das estalactites.

Tipos de espeleotemas

Destacam-se como os principais tipos de espeleotemas existentes: estalactites, estalagmites, cascatas, couve-flor, cortinas e bandeiras, colunas, represas de travertino e excêntricas. É importante mencionar que dentro desses grupos há subgrupos que apresentam diferenciações em relação aos seus aspectos. Além disso, ainda há uma série de formações em estudo na espeleologia.

Cinco divisões de espeleotemas

Não existe um modo de classificação de espeleotemas que seja aceita de forma universal. A classificação mais aceita é aquela que dispõe os espeleotemas em cinco divisões, de acordo com a forma de precipitação dos minerais.

Depósito de águas circulantes

Nessa categoria estão os espeleotemas formados a partir da deposição dos minerais presentes em uma solução aquosa que se move pelas cavernas particularmente pela força da gravidade. Nessa categoria, o desenvolvimento ocorre por meio de três mecanismos: escorrimento, gotejamento e turbilhonamento.

Essas formações podem surgir tanto nos tetos como nas paredes e pisos de cavernas. Podem ser encontradas em cavernas do mundo todo. São exemplos desse tipo de formação: estalactites, estalagmites, cálices, cortinas, escorrimento de calcita, travertinos, trompas, torres de calcita e colunas.

Depósito de águas de exudação

Essas formações surgem nas cavernas a partir de soluções aquosas que circulam lentamente por capilaridade pelos vazios intercristalinos de espeleotemas que já exisitiam ou pelos poros da rocha. Os principais exemplos são agulhas, cabelo de anjo, heligmites, flores, blisters, pinheiros, folhas, cotonetes e escudos ou discos.

Depósito de águas estagnadas

Esses espeleotemas se formam a partir da deposição de minerais presentes nas paredes que estão submersas ou ainda a partir dos represamentos de água das cavernas. A água pode ficar saturada de carbonato através da liberação lenta de CO2. Os principais exemplos são vulcões, espigas, geôdos, plataformas, castiçais, pérolas, concreções e clavas.

Depósitos de origem biológica

Nessa categoria estão os espeleotemas originados pela ação de organismos animais ou com predominância vegetal pela ação de deposição ou erosão. Também é possível que sejam originários pela reação microbiológica. Os exemplos dessa categoria são leite-de-lua e espeleofototemas.

Depósitos de origem mista

Originados da decomposição química associada à atuação simultânea de diversos mecanismos de formação. Alguns exemplos são: anemolites, cimentação, mama-de-vaca, pata de elefante, estalactites esféricas, entre outras.

Agora você já sabe mais sobre estalactites, estalagmites e outros espeleotemas. Para conferir mais conteúdos de geografia e outras disciplinas, fique ligado no blog do Hexag!